Direitos Humanos

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terça-feira, 9 de agosto de 2011


                             NOTA PÚBLICA

O Conselho Estadual dos Direitos Humanos (CEDH) e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CRIAD), ambos em seu compromisso de defender a vida e nesse sentido se contrapor a toda e qualquer forma de violência, vem a público, consternado, manifestar profunda solidariedade às famílias das vítimas de violência no Espírito Santo, sobretudo aos familiares da criança de apenas três anos, Gilcimara Machado Partelli Guzzo, vítima de bala perdida no último domingo (07), quando passeava pela Praça Mesquita Neto, no Centro de São Mateus/ES, juntamente com sua mãe e sua irmã.

A tragédia que estamos emergidos, marcada pela descartabilidade da vida humana e fortemente vinculada a um excludente modelo de socialização das riquezas, exige de todos nós, sociedade e Estado, a construção de um novo paradigma de segurança pública.

Mais do que nunca, precisamos fortalecer as políticas de desarmamento – luta que vem sendo travada por ambos os Conselhos e Movimento de Direitos Humanos no Espírito Santo há tempos, sobretudo durante a Campanha Pelo Desarmamento realizada nas vésperas do Referendo de 2005. O fácil acesso a armas no Brasil ainda é uma realidade infeliz que merece maior atenção do Estado e da sociedade como um todo. A morte desta inocente criança é mais um trágico capítulo dessa história.

Dessa forma, conclamamos a todos e todas para que possamos enfrentar o fenômeno da violência construindo mecanismos que possibilitem o surgimento de uma cultura de paz, pautada no respeito aos direitos humanos.

Vitória/ES, 09 de agosto de 2011.


GILMAR FERREIRA DE OLIVEIRA
Presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos


ANDRÉ LUIZ MOREIRA
Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


01.08.2011
Pela sensibilização aos Direitos Humanos
Seminário realizado na Câmara reúne lideranças de vários movimentos sociais

 Direitos Humanos. Um termo amplo, mas que pode ser simplificado no óbvio: garantias fundamentais para uma existência com dignidade a todos. É lógico que isso ainda é muito pouco perto do que o movimento representa. Por isso que ontem (30), na Câmara Municipal de Cachoeiro, várias lideranças se reuniram para debater o tema e propor ações em parceria entre os poderes públicos e a sociedade civil organizada.
O Seminário de Sensibilização pelos Direitos Humanos começou um pouco depois das 8h00, horário marcado para o início das atividades. Estavam presentes representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); da Polícia Militar; e de vários outros Conselhos de Direitos Humanos do Município e do Estado. Quem coordenou o debate no período matutino foi o professor de filosofia, antropologia e ex-presidente do Conselho de Apoio aos Direitos Humanos (CADH), Pedro Bussinger.

Em sua fala, Bussinger fez um breve resgate histórico sobre o assunto e também fez algumas ponderações, relacionando teorias de filósofos diversos com a religião. “A instituição religiosa já violou os Direitos Humanos em vários aspectos. Mas a gente encontra respaldo na fé cristã para debater este assunto. Por isso é importante a participação de todos”, comentou o professor.
O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e secretário executivo do movimento pela erradicação da tortura, Gilmar Ferreira, destacou a importância do evento. “Estou feliz por estar em Cachoeiro debatendo um assunto tão importante para nossa sociedade. O que mais me chamou a atenção foi este seminário estar acontecendo na Câmara Municipal, com a sociedade ocupando as cadeiras dos parlamentares. Isso é fundamental no processo e demonstra que o poder público pode estar envolvido e engajado em Direitos Humanos”, disse Gilmar Ferreira.
O Coordenador do CDDH, Aristides Fonseca, disse que fundamental é cada um fazer a sua parte. “Muitas vezes, nos sentimos um grão de areia em meio a tantas situações. Mas é importante fazer a nossa parte, porque somada as ações do próximo, as coisas vão mudando aos poucos. O seminário tem esse objetivo: construir uma mentalidade sobre Direitos Humanos e enraizar isso nas pessoas que participam”, enfatizou Fonseca.
Na parte da tarde, a programação teve início às 14h00, com debates sobre a conjuntura política estadual e local, com a participação do professor e historiador José Pontes. Ao final, mesa de debate com as lideranças locais.
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